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Tapada do Chaves

Tapada do Chaves

Os portugueses são célebres pela habilidade de “esconder” seus maiores tesouros e têm uma frase que já virou slogan: “um segredo bem guardado”. A Tapada do Chaves é uma dessas joias lusas que prefere a propaganda boca a boca, sem muito alarde, pois seus vinhos são para poucos – são, de fato, uma exceção em um Alentejo que investe cada vez mais num estilo moderno de tintos e brancos. Os da Tapada do Chaves são diferentes, destacam-se pelo perfil clássico e pela impressionante capacidade de envelhecer por décadas na garrafa – mérito também do branco.

São raras as propriedades vinícolas alentejanas que acumulam mais de um século de existência. A Tapada do Chaves figura como um verdadeiro patrimônio, situando-se na encosta da Serra de São Mamede, próximo à cidade de Portalegre, nas terras altas do Alentejo. É uma zona muito particular – está sob um maciço de granito e em uma altitude generosa que permite a maturação lenta e plena das uvas, o que reflete em aromas muito puros nos vinhos e em um frescor singular para os tintos e brancos da região. As vinhas têm idade entre 15 e mais de 85 anos e estão plantadas com variedades muito castiças: Trincadeira, Aragonês, Castelão e Tinta Francesa, entre as tintas, e Fernão Pires, Arinto, Alva e Tamarez, no elenco das brancas.

Os tintos e brancos da Tapada do Chaves são antigos conhecidos dos amantes de vinho português, mas por causa de sua produção muito limitada, nunca se popularizaram como as mar cas mais comerciais. Ganharam fama, por outro lado, num círculo restrito de enófilos apaixonados por clássicos e grandes descobertas. Até hoje o tinto Tapada do Chaves é elaborado segundo a cartilha tradicional, com estágio em carvalho português.

O Tapada do Chaves VV, por sua vez, tem origem em um vinhedo histórico, com mais de 85 anos de idade! Obranco também é muito cultuado por sua espantosa longevidade. Em uma degustação vertical de safras antigas – de 1985 a 1996 – realizada em 2011, o crítico João Paulo Martins destacou com 17 pontos as 1988 e 1995 e com 18pontos a safra 1996, definida como um vinho “elegante e digno de um grande branco de qualquer parte do mundo”. São notas impressionantes para brancos alentejanos com duas décadas (ou quase isso) de garrafa.

A Tapada do Chaves pertencia à família Fino até ser adquirida pelas Caves Murganheira, que deram continuidade a um trabalho exemplar, que prima pela qualidade máxima dos tintos e brancos.